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TORNEIO NAVALISTA 2007

A nossa exploração começa na nova ponte da Granja e segue em direcção a montante do Alcarrache pela sua margem direita.
Quem se lembra de ver o Alcarrache naquela zona antes do Alqueva não ficou indiferente aquela enorme massa de água a perder de vista. Logo mais à frente podemos observar um grupo de Águias-de-asa-redonda com o seu piar característico e voo circular junto a um grupo de azinheiras semi-sumersas. Nas enseadas, pescadores em barcos próprios para a pesca do Achigã enchiem o fundo das embarcações com duzias de achigãs. Continuamos a subida e vamos penetrando em locais onde só os kayaks podem ir, as árvores submersas, os trocos à superfície e um sem número de resíduos vegetais impediriam a navegação a qualquer outro tipo de embarcação.
O espectáculo é sem dúvida bonito, diferente, a sensação de navegar sobre as copas das árvores e por entre elas é uma novidade para todos. Ambas as margens têm locais apenas acessíveis a um kayak, não admira pois que os Patos-real fiquem surpresos com o aparecimento daqueles estranhos e o que dizer da garganta onde uma azinheira serve de poiso a dezenas de Cágados Mauremys leprosa que ao verem os kayaks se precipitam a uma só voz para a água.
Após um almoço merecido, o grupo volta para trás já com a outra ponte à vista uma vez que o objectivo é pernoitar numa ilha e para montante não as há. Alguns quilómetros após passarmos pelo ponto de partida encontramos ilhas com uma pequenas enseadas que oferecem abrigo do vento norte. Montadas as tendas os pescadores podem apanhar uns achigãs para o jantar enquanto o resto do grupo pode explorar a ilha.
Chega a noite e cai o vento norte, os patos recolhem-se sussurrando, as aves de rapina acordam para a caça nocturna e os achigãs dão saltos para capturar insectos que voam junto à superfície.
O Alqueva é agora um espelho onde as cores deslumbrantes do entardecer se reflectem  e que o António Carlos tão bem conseguiu captar e podem ser vistas no álbum
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Contemplar este quadro é algo que se não pode perder.
O novo e último dia começa com a partida para montante, para o ponto de partida, ou para jusante em direcção à Vila da Estrela onde o Alcarrache desagua no Guadiana.
Embora pequena, esta vila é muito acolhedora e já oferece condições para servir de ponto de partida ou chegada tendo para tal estacionamentos e locais onde se pode petiscar.
E como sempre a coisa acabou com uma almoçarada, saiba mais lendo a reportagem no
KAYAK NAVAL.
gráfica  uma área de 7640 km2

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RIO ALCARRACHE

Amanhecer

 

O Rio Alcarrache nasce na província de Badajoz correndo em grande parte por um vale escavado ao longo de milhares de anos. Até à construção do Alqueva, o seu regime fluvial era temporal e muito dependente das precipitações anuais mas nas zonas mais baixas conseguia manter sempre água ao longo do ano.
O substrato geológico data essencialmente do Pré-câmbrico e o solo predominante assenta sobre rochas metamórficas. As suas condicionantes - geológicas e climáticas - deram origem a uma vegetação marginal característica do tipo bosque mediterrânico.
Ao longo do seu curso possui (possuía?) valores notáveis sob o ponto de vista paisagístico e ecológico. Aos espanhóis estas características não passaram ao lado e a zona espanhola do Alcarrache foi considerada ao abrigo da directiva 92 / 43 / CEE, relativa à conservação dos habitats naturais e da flora e fauna silvestres.
As margens do Alcarrache constituem num contexto Ibérico uma das principais reservas dos habitats catalogados como "Bosques Mediterrânicos Endémicos e Residuais".
Entre as Aves deste biótipo são de realçar a Cegonha-branca; Cegonha-preta (com o enchimento do Alqueva, dos 17 casais que se conheciam para a bacia hidrográfica do Guadiana 9 ficaram com os seus ninhos submersos); Águia-calçada; Abutre-preto ( para se reproduzir precisa de áreas tranquilas, de coberto arbóreo e sub-coberto arbustivo bem desenvolvido, os ninhos de grandes dimensões são construidos no topo das azinheiras mais altas. O último casal que nidificou na área do Guadiana remonta às primeiras décadas do séc.XX. Espanha é o único país da Europa Ocidental onde o Abutre-preto cria actualmente); Grou; Bufo-real, etc
Dos peixes, é importante realçar desde logo que no total da bacia do Guadiana estão referenciadas 34 espécies das quais 5 são migradoras, 18 são nativas e 11 introduzidas.
Todas as espécies migradoras estão ameaçadas de extinção e das 11 nativas, 8 também se encontram ameaçadas.
O Saramugo Anaecypris hispanica, é a espécie mais emblemática visto ser endémica, tendo-se vindo a registar em Portugal uma regressão acentuada; Boga do Guadiana (também uma espécie endémica); Buceiro (barbo, espécie endémico e bastante rara); Cumba (espécie endémica e muito rara), etc.
Nos mamíferos o destaque vai para a Lontra, espécie que tem o seu futuro hipotecado com a construção do Alqueva e para o Lince-ibérico, espécie que tinha um núcleo populacional na zona do Alcarrache e que motivou uma acesa luta pela preservação do seu habitat.
Em Espanha, o Alcarrache foi declarado corredor ecológico e de biodiversidade. Também foi classificado como lugar de importância comunitária (LIC) para formar parte da Rede Natura 2000.
Em Portugal? Por cá a única coisa que os vários (i)responsáveis pelo Ambiente (Isaltino Morais; Elisa Ferreira...lembram-se?) fizeram foi promessas que sabiam de antemão não poderem cumprir e mesmo antes de ter atingido a cota máxima, o aspecto é desolador, de um rio com as suas margens inundadas e vegetação submersa a apodrecer.