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ACTIVIDADES / AGENDA

TORNEIO NAVALISTA 2007

Do dia 8 de Fevereiro de 2002, data em que se iniciou o enchimento da albufeira do Alqueva, distam cerca de 50 anos do início dos estudos para a sua execução.
Apostando em objectivos múltiplos, este foi para alguns, o primeiro dia de uma nova esperança para o Alentejo, o dia em que se deu início à formação do maior lago artificial da Europa.
Dotar a região de um recurso que lhe garantisse a sua independência energética; constituir uma reserva estratégica de água; disponibilizá-la como suporte de novas actividades económicas com vista à geração de novos investimentos e empregos em actividades que rentabilizassem o potencial turístico emergente; introduzir o regadio como alternativa às culturas de sequeiro; regular o caudal do Guadiana atenuando os efeitos das secas prolongadas; permitir uma melhoria do clima da região com uma redução do valor da temperatura máxima do ar até 7 graus centígrados.
O reverso deste quadro idílico de "prós", são os muitos "contras" suscitados pelos estudos de impacto ambiental, em particular a determinação da cota 152 em detrimento das cotas 139 ou 147, muito reclamadas pelos ambientalistas.
Considerado como um "Elefante Branco", trata-se segundo os críticos do projecto, de uma obra desfasada no tempo.
Sendo nos anos 50 uma solução inovadora, actualmente e face à seca e demais alterações climáticas que tendem a perpetuar-se, o regadio tal como está planeado será um luxo.
Tendo em conta que na região os solos de boa qualidade estão misturados com os de baixa aptidão agrícola, colocam-se muitas reservas à prática de um regadio intensivo.
Quanto ao modelo de desenvolvimento, seria preferível um que assentasse numa exploração multi-funcional, desde a floresta; silvo pastorícia; culturas de sequeiro; regadio nos solos de melhor qualidade; montados de sobro e azinho e um desenvolvimento industrial não poluente.
Outra das questões mais polémicas prende-se com a qualidade da água, uma vez que uma albufeira de grandes dimensões não significa por si uma melhoria.
Sendo um facto que a água que vem de Espanha já tem uma qualidade baixa, é possível que a tendência seja para piorar devido à acumulação de sais.
Calcula-se que cerca de 6 toneladas de sódio entram anualmente para a massa de água e devido à grande taxa de evapotranspiração a acumulação de sais possa aumentar.

Estamos em 2007 e ainda nada (ou quase nada) é visível no que concerne ao aproveitamento da área do Alqueva.
Paradoxal é também a não existência de nenhum projecto que vise as actividades náuticas não agressivas do meio ambiente (ex: canoagem) e que de certeza trariam uma mais valia a toda a região.
Noutros países, o Alqueva seria um filão .
É por isso que nós, KCT, estamos apostados em descobrir e dar a conhecer o "Grande Lago", a cultura e o património do Alentejo a todos os amantes da canoagem.

Viagem connosco através das nossas Expedições e participem em novas aventuras.um

LINKS
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FORMAÇÃO
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CANOAGEM NO ALQUEVA - ESTRELA / MOURÃO

Grupo 2005

 

PATRIMÓNIO NATURAL
Plantas
A operação de desmatamento afectou (afectará) inúmeras plantas únicas, como a Marsilea batardae e o Narcissus humilis. Esta última é uma planta rara que, em Portugal, só existe na área do Alqueva. Com o enchimento da albufeira, os dois locais onde ela existe ficarão submersos. Para salvá-la da extinção, os bolbos e sementes deste narciso foram recolhidos durante os anos de 1999 a 2001.
Aves
A desmatação e desarborização procurou evitar o período de nidificação das aves em determinadas áreas. No caso das espécies que fazem ninhos em locais diferentes ao longo dos anos esta tarefa foi muito difícil. Aves legalmente protegidas, como a águia-real, a águia-de-bonelli. o bufo-real e a cegonha-negra perderão os seus "habitats" ao longo da albufeira.
Mamíferos
Mamíferos carnívoros, como a lontra, o toirão e o gato-bravo, vão ser directamente afectados pela operação de desmatamento. Estes animais tendem a fuguir à perturbação e, por isso, dificilmente poderão ser capturados. A alternativa é investir na recuperação de "habitats" remanescentes. Os morcegos, ao contrário, foram alvo de uma operação de salvamento e de transferência para novos abrigos.
Peixes
No total da bacia do Guadiana, (considerando igualmente o território espanhol) estão referenciadas 34 espécies das quais 5 são migradoras, 18 são espécies nativas e 11 introduzidas. Destas, todas as espécies migradoras estão ameaçadas (o esturjão pode mesmo já estar extinto) e das 11 espécies nativas residentes em Portugal 8 estão ameaçadas.
Anfíbios e Répteis
Existem várias espécies de entre as quais merecem particular destaque: A Salamandra-de-costelas-salientes (Pleurodeles waltl) é o maior urudelo da fauna ibérica com 30 cm de comp. total; A Rã-verde (Rana perezi) muito voraz e de dimensões consideráveis, 12 a 15 cm; O Cágado (Mauremys leprosa); A Víbora-cornuda (Vipera latastei) potencialmente perigosa.
Fonte: EDIA; ICN; Público

OS NÚMEROS
Árvores cortadas ou submersas para as diferentes cotas da albufeira

Cota (m)

Área da albufeira

Total de árvores

até 140

13 mil hectares

704 mil

140 a 147

19 mil hectares

1,04 milhões

147 a 152

25 mil hectares

1,34 milhões

Total de árvores abatidas (por espécie) abaixo da cota 152
Azinheiras 544 mil ; Eucaliptos 504 mil ; Oliveiras 133 mil Sobreiros 34 mil ; Outras 130 mil