Rio Tejo
Rio Ardila

Douro Internacional
Douro Vinhateiro
Badajoz - Jerumenha
Rio Zêzere
Ribeira de Raia
Lisboa - Alhandra
Seixal
Barreiro
Gaio Rosário/Sarilhos
Ilha do Rato
Ilhas Berlengas
Sapal de Coina
Tróia
Sado Challenge
Sesimbra
Portinho da Arrábida
Cascais
Costa Vicentina
ALQUEVA
 - Granja - Estrela
 - Rio Alcarrache
 - Rio Dejebe
 - Estrela - Mourão
 - Jerumenha/Monsaraz
CANOAGEM / BTT
- A Rota das Minas
RAFTING
- Rio Paiva
BARCOS DRAGÃO
- Regatas / Taça Portugal
FORMAÇÃO
- Técnicas


2018 -COPYRIGTH BY KCT-KAYAK CLUBE DO TEJO NOTÍCIAS I LINKS I LOJA
CONTACTO I HOME I

Do dia 8 de Fevereiro de 2002, data em que se iniciou o enchimento da albufeira do Alqueva, distam cerca de 50 anos do início dos estudos para a sua execução.
Apostando em objectivos múltiplos, este foi para alguns, o primeiro dia de uma nova esperança para o Alentejo, o dia em que se deu início à formação do maior lago artificial da Europa.
Dotar a região de um recurso que lhe garantisse a sua independência energética; constituir uma reserva estratégica de água; disponibilizá-la como suporte de novas actividades económicas com vista à geração de novos investimentos e empregos em actividades que rentabilizassem o potencial turístico emergente; introduzir o regadio como alternativa às culturas de sequeiro; regular o caudal do Guadiana atenuando os efeitos das secas prolongadas; permitir uma melhoria do clima da região com uma redução do valor da temperatura máxima do ar até 7 graus centígrados. O reverso deste quadro idílico de "prós", são os muitos "contras" suscitados pelos estudos de impacto ambiental, em particular a determinação da cota 152 em detrimento das cotas 139 ou 147, muito reclamadas pelos ambientalistas.
Considerado como um "Elefante Branco", trata-se segundo os críticos do projecto, de uma obra desfasada no tempo.
Sendo nos anos 50 uma solução inovadora, actualmente e face à seca e demais alterações climáticas que tendem a perpetuar-se, o regadio tal como está planeado será um luxo.
Tendo em conta que na região os solos de boa qualidade estão misturados com os de baixa aptidão agrícola, colocam-se muitas reservas à prática de um regadio intensivo. Quanto ao modelo de desenvolvimento, seria preferível um que assentasse numa exploração multi-funcional, desde a floresta; silvo pastorícia; culturas de sequeiro; regadio nos solos de melhor qualidade; montados de sobro e azinho e um desenvolvimento industrial não poluente.
Outra das questões mais polémicas prende-se com a qualidade da água, uma vez que uma albufeira de grandes dimensões não significa por si uma melhoria.
Sendo um facto que a água que vem de Espanha já tem uma qualidade baixa, é possível que a tendência seja para piorar devido à acumulação de sais.
Calcula-se que cerca de 6 toneladas de sódio entram anualmente para a massa de água e devido à grande taxa de evapotranspiração a acumulação de sais possa aumentar.
É por isso que nós,
 KCT, estamos apostados em descobrir e dar a conhecer o "Grande Lago", a cultura e o património do Alentejo a todos os amantes da canoagem.
PATRIMÓNIO NATURAL
Plantas
A operação de desmatamento afectou (afectará) inúmeras plantas únicas, como a Marsilea batardae e o Narcissus humilis. Esta última é uma planta rara que, em Portugal, só existe na área do Alqueva. Com o enchimento da albufeira, os dois locais onde ela existe ficarão submersos. Para salvá-la da extinção, os bolbos e sementes deste narciso foram recolhidos durante os anos de 1999 a 2001.
Aves
A desmatação e desarborização procurou evitar o período de nidificação das aves em determinadas áreas. No caso das espécies que fazem ninhos em locais diferentes ao longo dos anos esta tarefa foi muito difícil. Aves legalmente protegidas, como a águia-real, a águia-de-bonelli. o bufo-real e a cegonha-negra perderão os seus "habitats" ao longo da albufeira.
Mamíferos
Mamíferos carnívoros, como a lontra, o toirão e o gato-bravo, vão ser directamente afectados pela operação de desmatamento. Estes animais tendem a fuguir à perturbação e, por isso, dificilmente poderão ser capturados. A alternativa é investir na recuperação de "habitats" remanescentes. Os morcegos, ao contrário, foram alvo de uma operação de salvamento e de transferência para novos abrigos.
Peixes
No total da bacia do Guadiana, (considerando igualmente o território espanhol) estão referenciadas 34 espécies das quais 5 são migradoras, 18 são espécies nativas e 11 introduzidas. Destas, todas as espécies migradoras estão ameaçadas (o esturjão pode mesmo já estar extinto) e das 11 espécies nativas residentes em Portugal 8 estão ameaçadas.
Anfíbios e Répteis
Existem várias espécies de entre as quais merecem particular destaque: A
 Salamandra-de-costelas-salientes (Pleurodeles waltl) é o maior urudelo da fauna ibérica com 30 cm de comp. total; A Rã-verde (Rana perezi) muito voraz e de dimensões consideráveis, 12 a 15 cm; O Cágado (Mauremys leprosa); A Víbora-cornuda (Vipera latastei) potencialmente perigosa. 
Fonte: EDIA; ICN; Público; National Geographic


OS NÚMEROS
Árvores cortadas ou submersas para as diferentes cotas da albufeira


Cota (m)

Área da albufeira


Total de árvores


até 140

13 mil hectares

704 mil

140 a 147

147 a 152

19 mil hectares

25 mil hectares

1,04 milhões


1,34 milhões

Total de árvores abatidas (por espécie) abaixo da cota 152
Azinheiras 544 mil ; Eucaliptos 504 mil ; Oliveiras 133 mil Sobreiros 34 mil ; Outras 130 mil


BARRAGEM ENGENHARIA ARQUEOLOGIA