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Navegar no Alcarrache é algo muito difícil de explicar por palavras.
Das muitas actividades realizadas neste rio de que agora não se reconhece o leito, fica sempre na memória a diversidade da fauna e da flora que nas margens de bosque mediterrânico encontram loguar para se alimentarem e nidificarem.
A navegação em direcção à foz é NE-SO pelo que a brisa da tarde, presença habitual nos meses de verão, nos leva numa bolina ligeira ao longo da margem esquerda.
Na zona espanhola, o rio é relativamente estreito e as margens apresentam bastante mato sendo nalguns locais de difícil acesso, os afloramentos rochosos, também frequentes, podem causar danos irreparáveis nos kayaks de fibra pelo que se recomenda cuidado redobrado nesta zona. Segundo relatos de canoistas, foram avistado(s) exemplare(s) de Linces Ibéricos nesta zona.
Entrados em território Português, o rio alarga e as margens são de declive suave permitindo saídas sem problemas.
Estão agora percorridos cerca de 7km e está à vista o braço que entra por terra até à vila da Granja que, com mais de 5km, proporciona excelentes locais para montar acampamento e resgate.
Continuando rumo à foz entramos agora na zona em que as margens são muito recortadas, cujo difícil acesso por terra permite a presença de muitas aves aquáticas das quais a Águia-Calçada se alimenta. Em recantos com muita vegetação e margens elevadas é possível ver (vislumbrar) Lontras, este mamífero que está em risco tem vindo gradualmente a aumentar a sua população fruto das condições de habitat que encontra nestes locais remotos.
Numa das nossas actividades no Alcarrache fomos brindados pela presença de um Javali, cuja travessia entre margens acompanhámos e ficou célebre nas fotos obtidas aquando do encontro com o Filipe Carrêlo.
Continuando a navegar rumo a SO e entrando nos muitos braços do rio, encontram-se pequenas ilhas, algumas com vegetação razoável para proporcionar sombra, onde é bastante agradável montar acampamento. Para os amantes da pesca, estes são dos melhores locais uma vez que o acesso é muito difícil mesmo com barco. Num final de tarde e com uma “Póper” é comum a captura de meia dúzia de Achigãs de tamanho mais que razoavél. A noite reserva algumas surpresas com a possibilidade de captura de Carpas com mais de 3kg e já que falamos na noite, vale a pena tirar umas fotos de um céu imenso cheio de estrelas.
Em termos de resgate o Alcarrache oferece muitas hipóteses entre as quais os acessos junto às três pontes que o atravessam, podendo contudo optar por um dos muitos caminhos de terra batida usados pelos pescadores.
Por último uma sugestão, se gosta de navegar em kayak com vela não perca a oportunidade porque a brisa constante proporciona uma viagem absolutamente inesquecível.


RIO ALCARRACHE