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O  Dejebe nasce à cota 329 a Sudeste de Igrejinha no Monte das Fontainhas e desagua no rio Guadiana, na albufeira da barragem do Alqueva. O rio tem cerca de 80,5km e atravessa os concelhos de Arraiolos, Évora, Reguengos de Monsaraz e Portel. Tem como principais afluentes a ribeira do Freixo, a ribeira de Machede, a ribeira de Bencafete, a ribeira da Pardiela, a ribeira da Azambuja, a ribeira da Caridade e a ribeira do Cagavai da Amieira. O seu curso natural é interrompido pela barragem de Monte Novo. O rio Degebe é um dos mais importantes afluentes do Guadiana, estreita a meio tendo cerca de 20 km navegáveis ao longo dos quais podemos encontrar inúmeras árvores submersas e semi-submersas.
A nossa actividade teve início e fim num troço perto da vila de Alqueva e ao longo das margens podémos observar uma elevada diversidade de comunidades vegetais associadas aos povoamentos de sobreiros e azinheiras, encontrando-se um conjunto de plantas pouco frequentes, ou mesmo raras, no País, claramente resultantes de microclimas locais e da profusão de tipos de solos. A comunidade faunística é rica designadamente em aves e mamíferos predadores. No conjunto as comunidades presentes constituem uma amostra representativa das condições naturais do Alentejo Central.
Navegando rumo OS a viagem é relativamente rápida uma vez que o vento predominante é de O pelo que a bacia central do Alqueva é rapidamente alcançada. Mesmo assim, temos de ter em conta a “navegação” de recreio cujos barcos casa capitaneados por Patrões de ocasião ignoram as mais elementares regras de navegação.

Neste local aberto temos o espectáculo da grande albufeira como pano de fundo e uma área imensa de água para atravessar até à margem esquerda do Guadiana, da qual iniciamos a subida.
Embora pouco arborizada, estas margens são sob o ponto de vista vegetal muito mais diversificadas, tendo em alguns locais enseadas com muita vegetação onde se abrigam grandes achigã.
Poucos quilómetros acima encontra-se um aglomerado de sobreiros de grande envergadura onde nidifica um casal de águias e cujo ninho encontrámos por mero acaso, aliás, não fora o susto do sobrevoo de uma das águias sobre os kayaks e teríamos passado sem ver aquilo que é um dos maiores ninhos já vistos (ver foto). Nesta margem existem algumas aflorações rochosas interessantes sob o ponto de vista paisagístico e em particular algumas ilhas muito altas com um declive acentuadissimo. Por sorte ou azar escolhemos um fim de semana com temperaturas a rondar os 40º  o que obrigou a uma paragem forçada pela hora do almoço, tendo obrigatoriamente de ter sido alargado o período da “siesta”.
Escolhemos uma ilha para pernoitar  que descobrimos ter imensos ninhos de aves aquáticas pelo que tivemos de migrar para uma ponta menos ocupada. Com vista privilegiada para todos os lados, a noite totalmente limpa de nuvens e luzes ofereceu o espectáculo de  um céu profusamente estrelado e, lá ao fundo, as luzes da vila da Estrela.
Iniciado o regresso bem pela fresquinha, a viagem foi feita num ritmo bastante rápido porque a temperatura teimava em permanecer em valores acima dos 40º, desta feita navegámos pela margem contrária onde encontrámos mais baías escondidas mas muita gente à pesca quer nas margens, quer na água. Cuidados redobrados com a navegação que agora comportava também os barcos a motor dos pescadores que ignoram por completo os kayaks e fazem razias na sua passagem.



Erguido num esporão rochoso à margem do rio Degebe, é, na realidade, um sítio arqueológico, testemunho da ocupação proto-histórica da região, durante a Segunda Idade do Ferro. Constitui-se num povoado, defendido por uma muralha em aparelho de pedra seca e pela escarpa natural.

MAPA DO  PERCURSO