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GRANJA - ESTRELA
Esta actividade foi uma surpresa em termos de logística e enquadramento, evitámos o resgate e fomos bridádos no final com um excelente almoço. Quanto à navegação, tratou-se de um troço que englobava quase a totalidade do rio Alcarrache mais concretamente na parte Portuguesa e que desde há muito estava agendada.
Para que o resgate não fosse penoso no final, decidimos recorrer aos serviços de táxi para nos trazer do local da chegada ao local da partida, foi uma excelente decisão que saíu barata e poupou imenso tempo.
Partindo da Granja, vila alentejana conhecida pela qualidade dos seus vinhos - A Granja-Amareleja espraia-se pela zona da raia, paredes-meias com a fronteira espanhola, disposta em redor da vila de Mourão, condicionada por um dos climas mais áridos e inclementes de Portugal. Os solos paupérrimos são forrados a barro e xisto, oferecendo produções e rendimentos baixíssimos, traídos pela recorrente falta de água, pela quase ausência de matéria orgânica e pela superficialidade da cobertura vegetal. É uma zona de extremos que dá corpo a vinhos pejados de personalidade. Os Verões muito quentes e secos implicam maturações precoces, dando azo a vinhos quentes e suaves, de grau alcoólico elevado. A casta Moreto, uma das variedades mais características da sub-região, adaptou-se especialmente bem à região - rumámos a N até à zona de fronteira com Espanha tendo depois virado SO.
As margens muito recortadas por braços de rio que culminavam em baías serviam de refúgio a muitas aves com particular destaque para  os patos reais, aqui e ali poisadas em árvores junto à água aves de rapina esperavam a oportunidade para caçar enquanto nos locais mais fechados, sobre pedras, grupos de cágados - em Portugal, existem duas espécies: o Cágado Mediterrâneo (Mauremys leprosa) e o Cágado de Carapaça Estriada (Emys orbicularis) - “carregavam baterias” ao sol e ao menor ruído saltavam em grupo para a água.
A navegação faz-se bem sendo o vento predominante de N virando NO ao final da tarde, as margens baixas permitem saídas em qualquer lugar sendo que na zona N antes da ponte que liga a Graja a Mourão existe uma baía resguardada mas que tem algumas surpresas sob a areia: SANGUESSUGAS. Que o diga o Tiago que após um mergulho e respectivo atascanço saíu com os braços e mãos cheios delas…
Continuando rumo NO as margens são muito recortadas com braços onde se podem ver inúmeros bandos de patos; estamos agora perto da ilha escolhida para acampar, logo após a aponte Mourão - Póvoa de S. Miguel; esta ilha com muito pouca elevação permitiu montar bastante bem as tendas e, após terminar o trabalho, realizar um passeio pelos arredores ao final de tarde. O dia seguinte levou-nos no mesmo rumo NO até à antiga foz do rio Alcarrache quando desaguava no Guadiana, aqui rumámos a S e logo mais começámos a ver o campanário da Igreja da Estrela. Desembarcados e tralha arrumada fomos até à Associação local onde nos esperava uma almoçarada agendada com a baía e ancoradouro como pano de fundo. Resta referir que os manos Carrasquinho ficaram a conhecer o que é um achigã uma vez que até esse dia a imagem que lhes foi passada pelo Mário Freire era a de um coelho peludo que nadava de costas…