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Com início no local do costume - ancoradouro da Estrela - navegamos rumo a O as primeiras dezenas de metros e depois NO até ao antigo leito do Guadiana.

Passada esta zona - que será talvez uma das mais largas do Alqueva uma vez que estamos na foz do Alcarrache - estamos agora a navegar rumo a N, NE pela margem esquerda (sentido N-S) que se apresenta repleta de pequenas enseadas e ilhotas onde abundam aves e peixes. Como as margens são de fácil acesso não perdemos a oportunidade de realizar algumas saídas e explorações nas ilhotas cercadas por aflorações rochosas e restos de árvores.

Aquando da nossa actividade, a cota de enchimento estava perto do máximo pelo que se podia navegar por entre as ilhas mas noutras ocasiões era necessário fazer longos desvios  devido aos baixios. Nesta zona deve-se ter em conta a questão da cota quando se navega.

A primeira etapa tem uma extensão média de 23 km que se conseguem realizar em cerca de 3 horas pelo que por volta das 18H00 fazemos paragem para montar acampamento numa ilha onde à noite são visíveis as luzes da Aldeia da Luz. Esta ilha que fica no centro de uma bacia bastante larga ( ver mapa ) tem a particularidade de ter uma zona de areal com fundos baixos o que proporciona uns excelentes banhos em água tépida. Já para os pescadores esta ilha oferece uns achigãs de tamanho mais que razoável que pelo final da tarde atacam as amostras e tudo o que se mexa na água. Atenção que pelo final do dia a nortada pode ser forte…

No 2º dia a viagem continua rumo N, NE passando por um local estreito que dá acesso a profundas enseadas com muitas ilhas  tendo como pano de fundo a vila de Mourão na margem direita e a vila de Monsaraz na margem esquerda. Continuamos rumo a N, NE até cumprir os cerca de 25 km do dia deixando para trás Mourão e Monsaraz até uma pequena baía onde é costume acamparmos. Acaso acampem neste local atenção que os javalis são presença assídua pela noite…No 3º dia rumamos de volta a S, SO fazendo uma paragem no ancoradouro de Monsaraz afim de tomar um café (caso esteja aberto) no bar de apoio ao cais de turismo. Continuamos viagem não podendo visitar as grandes e profundas enseadas e esteiros da margem direita (N-S) que só por si dariam para agendar uma actividade, na verdade esta é uma das zonas do Alqueva com o relevo muito diversificado. Montado o acampamento do 3º dia, ficamos com algum tempo de sobra para admirar o pô do sol e o espectáculo dos bandos de aves que regressam aos seus locais de pernoita. A última etapa é relativamente curta (11 km) afim de dar tempo a arrumar o material e regressar calmamente.  


Referência Histórica

“Faz divisão do termo desta vila (Portel), por este lugar e Freguesia, Rio Guadiana, rio navegável e digno de muita singularidade, que deste lugar fica distante uma pequena légua e participam o bem, não só, de terem abundância de peixes ( barbos, eyrozes, picoens, bordalos e bogas e pexes pequenos que de todos é abundante), mas também de terem muitos moinhos para a factura de farinhas, cujas águas também são salutíferas para o corpo(...) para fazerem comer, e tirar fastio porque passam por muitas tramagueiras (...) e usando dela em banhos, têm curado muitas enfermidades.(1758)”
Fonte C.M. Portel