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Com início em Badajoz cidade, esta actividade teve por objectivo explorar o troço do Guadiana que, com cerca de 32 km, liga Badajoz`(Esp) à Vila de Jerumenha (Por).
Esta actividade carece de um apoio logístico bem planeado, dada a distância e a dificuldade de acesso na maior parte do trajecto em território espanhol. Contámos com o precioso apoio por terra por parte do Cmdt Carlos Trigo que se revelou fundamental.
A entrada na água fez-se no Açude do Guadiana e logo após 2,5 km tivemos de passar o açude por terra reentrando assim no troço do Guadiana. Aconselhamos que se faça a entrada logo nesse local afim de evitar esta logística…
Logo no início deparámos com um plano de água estreito, com alguma corrente mas com muita vegetação que albergava dezena de ninhos de aves. Foi um verdadeiro espectáculo navegar sob tantos ninhos, mais parecia um troço de rio tropical.
Após cerca de 5km o rio apresenta algumas curvas deixando de haver a vegetação anterior para dar lugar a uma vegetação típica de margem de rio, aqui torna-se difícil o resgate porque se trata de propriedades privadas muito extensas sem acesso ao rio.
Perto do km 08 do percurso encontramos água a correr com alguma velocidade e logo após os primeiros açudes. Trata-se de construções de apoio a moinhos em ruínas, aqui, uma observação atenta da zona onde se pode passar é fundamental para evitar problemas causados por obstáculos submersos. Aos 10km o rio curva subitamente para N mas apresenta alguma monotonia, as margens sem vegetação, pouca corrente, estamos agora num local onde existem pistas de pesca pelo que se deve redobrar a atenção uma vez que kayaks e pescadores de margem não combinam bem…Passado metade do percurso as margens apresentam mais vegetação, a presença de pessoas é rara tornando estas zonas apetecíveis para os pescadores furtivos (encontrámos) que estendem redes entre margens.
De referir o moinho e açude ao km 15 onde o volume de água é elevado e corre por uma parte lateral (esq) destruida. Aqui é mesmo necessária uma abordagem cuidadosa uma vez que os kayaks podem ficar atravessados na descida.
Este local tem acesso por estradão pelo que se torna um excelente ponto de apoio. Cerca de 1,5 km após este açude surge o 3º, (Freixial) bastante largo mas que para saltar é necessário fazer reconhecimento. Mais 1km e logo surge outro moinho, este do lado Portugu~es e com uma particularidade, a cerca de 150m pode ver a Anta da Venda, monumento megalitico.
Todos os outros açudes são de pouca altura proporcionando uns momentos de adrenalina ao saltar sobre eles. Estamos agora no terço final do troço do Guadiana e o rio começa a sentir a influência do Alqueva, o leito alarga, a paisagem já apresenta muita vegetação submersa, aqui e ali avistam-se ruínas de casas que outrora se encontravam bem longe da água, começam a avistar-se muitas aves aquáticas. Entrámos na recta final, agora a Ponte de Ajuda em ruínas que ligava Portugal a Espanha, memórias de um passado e um presente com Olivença por resolver, logo mais avistamos o Castelo da Jerumenha (SAIBA MAIS) e a vila que com o advento do Alqueva ganha nova vida. Desembarcados, o acesso às viaturas é excelente, para além do novo cais as margens não apresentam dificuldade e o resgate é dos melhores. Esperanos uma refeição de petiscos no tasco local e uma visita de final de tarde às ruínas da fortaleza que bem lá no alto proporciona uma vista magnífica sobre o Guadiana.