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TORNEIO NAVALISTA 2007

39º25'N 009º30.3'W...Arquipélago das Berlengas!
A VIAGEM de IDA
Saídos de Peniche, a passagem pelo cabo Carvoeiro é  por si só um marco e depois...bom, depois é aquele mar com vaga larga vinda de O e vento de NNO que faz entrar a proa dos kayaks pela onda. Apanhámos muito bom tempo, a um ritmo normal duas horas e meia chegam para fazer a travessia das cerca de 5,5 milhas que culminam na praia do Carreiro do Mosteiro que, com as suas águas transparentes nos convida a um banho. Depois, é descarregar o material dos kayaks e trepar até à zona de apoio ao campismo que mais não é que uns patamares escavados na encosta. Aqui começa uma verdadeira luta com as gaivotas que reclamam cada palmo de chão para fazer os ninhos e, meus amigos, olhem que elas fazem uns voos picados e têm uma pontaria que neste caso não se pode tirar o chapéu...!
A EXPLORAÇÃO
Acampamento feito é hora de explorar a ilha a pé ou de kayak o que, no último caso, só é possível se as condições de mar o permitirem o que da parte da tarde é raro. Saindo da praia do Carreiro do Mosteiro, aproamos logo a estibordo para passar pelo Carreiro da Inês em direcção à Fortaleza de S.João Baptista, mandada erigir por D. João IV de Portugal e que viria a ser palco de numerosas batalhas, das quais se celebrizou o ataque do castelhano Diogo Ibarra. A guarnição portuguesa era comandada pelo Cabo Avelar Pessoa (nome dado à embarcação que faz a ligação com Peniche) e estava-se no ano de 1666. Actualmente serve de abrigo a visitantes que queiram pernoitar. Continuando a viagem, podem-se visitar algumas grutas que na maré baixa permitem passar para outras baías interiores, na ponta SW encontramos a formação rochosa a que se dá o nome de Cabeça do Elefante e se olharmos com atenção, podemos ver várias colónias de Corvos-marinhos-de-crista (Phalacrocorax aristotelis). Logo após dobrar esta ponta encontramos a Cova do Sono, baía abrigada por falésias muito altas e onde se localizam alguns dos melhores pesqueiros da Ilha. A outra ponta desta baía chama-se Ponta de França e marca a passagem para o lado Oeste da ilha e também a transição para a chamada Área de Reserva Integral. Aqui o mar engrossa batido a vento Norte e a viagem é feita contra ondas e vento passando por várias aflorações rochosas e grutas impossíveis de entrar na maioria das vezes. O Ilhéu da Quebrada é uma das maiores aflorações rochosas e marca praticamente a metade da costa Oeste da ilha. Após passá-lo, encontramos o Carreio dos Cações canal que rasga a Ilha até quase metade ficando próximo de se encontrar com o Carreiro do Mosteiro, sendo aqui a entrada também só possível em condições de mar muito boas devido às muitas rochas semi-submersas quer na maré baixa, quer na cheia. Com o Carreiro dos Cações, acaba a Área de Reserva Integral e entramos na parte Norte da Ilha onde o mar é ainda um pouco mais difícil, passamos a apanhar ondas e vento por bombordo até passar a Chapada do Norte (o nome diz bem do que se leva). Começamos agora a descer a costa Leste e encontramos o Ilhéu Maldito que pela sua localização muito perto da costa forma um corredor muito perigoso e que convém evitar navegando por fora com o Ilhéu do Cerro da Velha à vista por bombordo. É aqui que vive  a mais importante colónia de Airos (Uria aalge) ave semelhante a um pequeno pinguim e que é o símbolo da Reserva Natural da Berlenga. Estamos na ponta Leste e passamos as Buzinas em direcção ao Carreiro do Mosteiro, ponto de partida. Aqui o mar e vento fazem-se sentir pela popa e quando a coisa está má é bom que a concentração esteja ao máximo.
Outra variante é a exploração da Ilha a pé, para o que temos ao dispor um trilho construído e que nos leva desde o Carreiro do Mosteiro passando pelo ponto mais elevado da Ilha (Farol), Fortaleza de S. João Baptista, Cisternas, até à Cova do Sono. De lembrar que para Norte deste trilho o território é Área de Reserva Integral cujo acesso só é permitido em condições muito especiais. Há também a hipótese de explorar a zona Leste e Norte a partir do Carreiro do Mosteiro usando o trilho que nos leva até às Buzinas. Explorar a Ilha a pé permite-nos descobrir a sua flora caracterizada por um conjunto de espécies de porte herbáceo e arbustivo assim como a fauna composta por algumas espécies de vertebrados não voadores, tais como o Sardão ou Lagarto-ocelado, a Lagartixa de Bocage, o Coelho-bravo e o Rato-preto. Tempo de jantar e o pessoal foi "limpar" uma caldeirada (caldeiradas é o nosso forte) no restaurante da ilha, "Mar e Sol", construído no local onde outrora se erigia o Mosteiro da Berlenga, isto não sem que antes se tivessem bebido umas bejecas na esplanada.
A NOITE
Terrível! Vento, muito vento, um barulho permanente das Gaivotas e Cagarras, o ronco da vizinhança...
A VIAGEM de REGRESSO
Se a viagem de ida é uma aventura, então a de regresso é qualquer coisa caso as condições meteorológicas estejam adversas. A nossa foi menos mal, a noite foi muito ventosa e a manhã apresentava-se nebulosa com o mar encrespado e com avisos de que as condições de mar estavam difíceis. Ainda assim, o grupo resolveu partir traçando uma rota a Norte com vista a contrariar o vento, ondulação e corrente de maré que se faziam sentir com intensidade vindos de Norte. O KCT formou fileiras e o pessoal veio em apoio mutuo, escassas dezenas de metros após a partida deparámos com vaga desencontrada que ora levantava, ora baixava os kayaks à nossa volta, de vez em quando uma vaga maior proporcionava um surf de muitos metros e assim foi até ao Cabo Carvoeiro onde a vaga larga nos levou até Peniche onde nos aguardava um "ganda" almoço para retemperar o esforço glorioso desta viagem.
EPÍLOGO
Esta é uma viagem que nenhum canoista pode perder. Parabens à TURNAUGA e ao Luis Carneiro pela organização desta X Expedição. Leiam a reportagem no KN de Maio / Junho.
hidrográfica  uma área de 7640 km2

LINKS
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- SIPRE

- Federação Port. Canoagem
- ACBTejo

FORMAÇÃO
- Work-Shop BTT (Mecân.Básica)
- Esquimotagem
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- Orientação

BLOGUES
- Jorge Banha
- Paulo Branco




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X EXPEDIÇÃO ÀS BERLENGAS

Preparativos

 

As Berlengas formam um arquipélago rochoso, composto por três grupos de pequenas ilhas e rochedos: A Berlenga é a maior e também a única que tem ocupação humana regular. Na sua proximidade, cerca de 400 mt para NE, destaca-se o O da Velha, penhasco íngreme batido pelo mar. As Estelas ficam cerca de uma milha para NW e os Farilhões, com as Forcadas, destacam-se a maior distância, quatro milhas para NNW. Com um perímetro de quatro quilómetros e uma superfície total inferior a 80 hectares, a Berlenga mede 1.500 mt de comprimento por escassos 800 mt de largura máxima. A ilha tem a forma de um oito, com o eixo maior orientado na direcção SW-NE e uma linha de costa muito recortada. Existem numerosas reentrâncias e cavidades naturais, algumas falésias imponentes e vários ilhotes em redor da ilha principal, incluindo rochedos semi-submersos e as famosas "baixas". A Berlenga culmina num planalto, com uma elevação máxima de 92 mt no local onde foi construida a torre do Farol. As Estelas formam um arquipélago em miniatura. Um ilhéu de maior dimensão, a Estela Grande, tem a seu lado o Estalão, rochedo que se distingue por ser um pouco maior que os demais. Mais longe da Berlenga, os Farilhões são rochedos agrestes, com encostas íngremes e desprotegidas, quase sempre fustigados por um mar tempestuoso. Apenas com 550 mt de comprimento por escassos 300 de largura máxima, o Farilhão Grande sobressais com os seus 94 mt de altura. Afastadas cerca de meia milha SW do Farilhão Grande, encontram-se as Forcadas, a do Norte e a do Sul, rochedos rasos próximos entre si.
GEOLOGIA DO ARQUIPÉLAGO
O arquipélago das Berlengas assenta na plataforma continental da costa portuguesa, em fundos com menos de 40mt de profundidade, no caso da Berlenga e até um máximo de 60 mt no caso dos Farilhões. Porém, logo a norte daquele grupo de ilhas os fundos oceânicos descem abruptamente para mais de 1.200mt e continuam a descer por W ultrapassando rapidamente os 2.000mt, constituindo um facto notável a existência destas profundidades abissais, apenas a escassas 15 milhas da costa. A existência de grandes profundidades oceânicas a norte dos Farilhões deve-se à presença de um extenso vale submarino que ali sulca o fundo da plataforma continental, orientado para NE na direcção da Nazaré, e por isso designado "Canhão da Nazaré". Em termos geológicos, a ilha da Berlenga e as Estelas constituem uma formação relativamente homogénea de rochas ígneas, essencialmente composta de granitos porfiróides com predominância de feldspato de cor rosada, ou alaranjada. Em geral o granito da Berlenga possui cristais de dimensões generosas, que atestam um arrefecimento lento do magma, em profundidade.