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Foi com grande apreensão que encarámos a organização desta actividade pelo Jorge Banha, não porque houvesse dúvidas das suas capacidades mas ir para o mar de Sagres em Setembro…mas resultou, contrariamente ao expectável, as condições meteorológicas estiveram excelentes, sol, pouco vento e marés favoráveis, acrescente-se a coincidência com a realização do Festival Anual do Percêve e pode-se considerar que a ideia foi excelente!
Com base na Vila do Bispo a noite corre bem até alguém tocar por engano o alarme de incêndio, caos total, o Jbanha não acorda de jeito nenhum, aparece alguém que desliga o alarme e bolas, as turistas de peito ao léu regressam aos quartos… Optámos pela Praia da Ingrina como local da partida e chegada, localizada numa pequena baía abrigada esta praia tem excelentes acessos auto e proporciona um bom acesso à água mesmo com condições de vento e mar agrestes.
Saindo em direcção W, logo após algumas centenas de metros começam as famosas grutas, estas não são visitadas pelos barcos com turistas, são muito estreitas e recheadas de obstáculos que dificilmente os kayaks conseguem vencer se não estiverem reunidas as condições ideais. Outro aspecto a considerar nestes locais é a sua história geológica, logo na praia da Ingrina podemos observar formações do Quaternário (2,5 M anos-Presente), daqui e até à baía da praia da Baleeira toda a costa reporta ao Jurássico Superior (161,2-145,5 Ma), desta zona passando pelo Cabo de Sagres e até ao Cabo de S. Vicente a Geologia reporta ao Jurássico Médio e Inferior (199,6-161,2 Ma) e aqui na Praia da Mareta podemos encontrar antigos corais fossilizados, coisa rara!
Voltemos à actividade, feitas as visitas que se impunham às grutas, aportámos à Praia do Martinhal para almoço. Esta praia tem um extenso areal e as águas são cristalinas, mais ao largo podemos observar um pequeno “arquipélago” onde se pescam um robalos e sargos de bom tamanho. Após almoço partimos em direcção ao Cabo de S. Vicente, ao passar o porto de Pesca da praia da Baleeira somos confrontados com o imponente promontório do Cabo de Sagres, desta vez conseguimos até entrar em fendas da falésia! Lá do alto pescadores com cestos e turistas observavam o grupo de de ”doidos” que passavam por debaixo. Passado o Cabo avista-se a NE a praia do Tunel, estamos agora longe da costa e desabrigados do vento que aqui se faz sentir vindo de N, a vaga é cavada e larga lembrando-nos de onde estamos. Mas o pessoal é rijo e o Cabo de S. Vicente está à vista, junto à falésia voltamos a encontrar condições soberbas e alguns entram mesmo nas fendas por debaixo, experiência única. Voltámos ao local de partida e agora rumamos em direcção a E, mais geologia e agora na praia do Zavial encontramos formações do Cretácico e Miocénico (145,5-5,3 Ma).
Faz-se noite e o pessoal reúne-se num restaurante para participar no Festival do Percêve.