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DOURO VINHATEIRO (Barragem da Valeira / Peso da Régua)
Antes de tudo o mais importa referir e agradecer o esforço do companheiro José Raposo (CDPA) sem o qual a histórica Descida do Douro seria improvável.
A 1ª etapa teve início junto à Barragem da Valeira e fim na vila de Pinhão (cerca de 20km) com o prémio antecipado de passarrmos pela eclusa (
video) sem sair dos kayaks, até lá, o mesmo silêncio e as fragas imponentes a ladear o rio. Diga-se em abono da verdade que a passagem pela eclusa foi algo intimidante, a água a cair pelos lados e o barulho das engrenagens que bombeavam a água até baixar cerca de 30 m! O grupo dispersou-se um pouco e passou a dois tempos, mais à frente encontrámos uma pequena praia fluvial onde parámos para reagrupar, subitamente um apito cortou o silêncio e eis que aparece o comboio da Linha do Douro por entre as fragas e arvoredo junto ao apeadeiro da Alegria. Numa curva apertada aparece o 1º barco de turismo e, bem lá no alto, o miradouro de Nª Srª de Lurdes e a freg. de Nagozelo do Douro antecipam a passagem pela foz do rio Tua e a mudança da paisagem para as encostas plantadas de vinhas. Surge um pequeno murmúrio de águas rápidas e logo uma zona onde afloramentos rochosos obrigam a algum cuidado, agora uma corrente lévanos sem esforço,miraculosamente surge um local onde desembarcámos para almoçar e beber um café. Retomada a viagem, o espectáculo das quintas e dos vinhedos até à chegada à vila do Pinhão onde deixámos os kayaks e fizemos a jantarada tradicional não sem antes uma visita org. pelo J.Raposo a umas caves do vinho do Porto.
A 2ª etapa Pinhão / Peso da Régua (cerca de 20km) começa com a concentração no paredão da vila o que constituiu uma surpresa para os locais. A paisagem manteve-se, muitas quintas e vinhedos em socalco que mais pareciam obra da natureza e não do homem tal a sua dimensão e harmonia. O rio alarga e o trânsito de barcos de turismo aumenta consideravelmente, sempre ao nosso lado a linha do Tua é uma presença agradavel, estamos numa zona onde a profundidade parece ser elevada, consta que por aqui antes das barragens era uma zona de águas bravas do tipo 4…mas agora o rio está calmo e uma corrente suave leva-nos pela recta que acaba na Barragem do Baguste. Chegados, tivemos de esperar algum tempo para que se concentrassem três barcos de turismo e, com eles, pudéssemos descer a eclusa. Foi outra experiência intimidante face à dimensão das embarcações e os kayaks mesmo ao lado deles a escassos centímetros mas o melhor estava para vir quando tivemos de sair à frente deles (e bem depressa) afim de evitar a ondulação provocada pela sua deslocação, houve quem aproveitasse para uma surfada e outros houve que foram direitinhos à margem…agora o rio é mesmo largo mas junto às margens encontramos uma enorme variedade de avifauna assim como de espécies arbustivas características do Douro. Eis que ao acabar uma curva do rio surgem as pontes que antecipam a vila de Peso da Régua, o grupo está agora concentrado e faz uma chegada triunfal, à espera de uns, a viagem de regresso, de outros o merecido repouso e a preparação para os 100 km que faltam até à foz do Douro e à tão almejada conquista .