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LISBOA / ALHANDRA
São cerca 20 km pelo que navegar com as marés é fundamental, o grupo concentrou-se em Alhandra onde se deixaram as viaturas para o regresso e contámos com a boa vontade da proprietária do carocha para nos trazer de volta à Marina Expo. Para esta logística podem contar com 2 horas…
Integrada numa iniciativa da Marina Expo de vela de Cruzeiro, saímos com a enchente e desde logo o espectáculo das inúmeras aves que aproveitam a vasa do Tejo para se alimentarem; logo mais a Ponte Vasco da Gama e a foz do rio Trancão onde é habitual ver uma colónia de flamingos; com o Mouchão do Norte a estibordo navegámos para o canal onde há mais água na baixa mar e…começou a chover granizo com vento NO, o grupo ia prevenido e lá fomos avnçando; passada a zona da LIPOR, parou de chover e o vento amainou rodando para N como habitual; chegados a Stª Iria o espectaculo do cais de palafita palco de encontros e desencontros entre pescadores de ameijoa e a Polícia Marítima; tiradas as fotos da praxe o grupo aproveitou para se reabastecer com as providenciais “mines” fresquinhas e descansar um pouco, em particular os novos membros do grupo; retomada a viagem estamos agora junto ao canal que separa o Mouchão do Norte do da Póvoa, aqui as taínhas saltam à frente dos kayaks e acompanham o grupo junto às margens; já com a serra de XXXXXX à vista, estamos agora numa zona de canaviais bastante ventosa pelo que a navegação se deve fazer preferencialmente junto à margem a bombordo; o pessoal novo começa a sentir o esforço dos já cerca de 12 km e o ritmo abranda colocando em risco o horário de chegada com a maré, a juntar a esta situação, uma avaria no leme de um dos K2 obriga a uma paragem forçada; estamos agora numa zona onde o rio alarga e já não se sente a ajuda da maré, demorámos muito tempo e vamos pagar caro; por bombordo aparece a Cimpor o que algum alento ao grupo pois Alhandra está por perto e agora já estamos na vazante; vem a última curva de rio e por bombordo surge a silhueta da Igreja de XXXXXXX, um último esforço já contra uma forte corrente e chegamos à rampa de desembarque; tempo de preparar o petisco composto por uma paiola, queijo, ovos cozidos, tinto do bom e, pasmem, uma trança
comprada pelo Revés para a sobremesa…; noutra actividade tentámos almoçar num restaurante local e foi uma tortura até conseguir mesa, tentámos quase todos os tascos e só num se conseguiu qualquer coisa para dar ao serrote, começámos lá para as 15H00 e o pessoal já estava em transe pelo que foi decidido que ou se chega cedo ou se levam comes&bebes; altura para o café da praxe e rumo à Expo em caravana.
De notar que até à hora de voltarmos ainda não tinham aparecido os velejadores…
A vila de Alhandra merece uma visita, a zona ribeirinha foi reabilitada e é bastante agradável passear por lá e almoçar num restaurante os pratos típicos locais, o ensopado de enguias e o sável frito com açorda de ovas assim como o peixe grelhado são óptimos.