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Embarcação tradicional do estuário do Tejo utilizada pelos "Barreirenses", nome dado aos pescadores oriundos do Algarve, os quais exerciam a profissão na Barra do Porto de Lisboa

Quem diria que aqui bem perto de Lisboa está a renascer um paraíso natural.
Desconhecido pela grande maioria, o rio Coina - desagua no estuário do Tejo num
esteiro com cerca de 6 km - foi desde sempre conhecido por ser um local eleito por aves e peixes para reprodução e berçário.
Com a instalação de indústrias poluentes nas suas margens, este eco-sistema esteve ameaçado de extinção, contudo, o encerramento destas indústrias permitiu que muitas espécies que se julgavam desaparecidas para sempre voltassem a procurar o Sapal de Coina para se reproduzirem ou como
pouso temporário para muitas aves migratórias como o flamingo, o alfaiate, o perna-longa, a garça e o pato-bravo, que aqui procuram alimento e abrigo. Destaque para os patos que encontrámos às centenas. O Sapal de Corroios funciona também como uma “maternidade” e “creche” para diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes.
O Sapal é formado por uma diversidade de canais anastomosados, de grande hidrodinamismo de marés, que alternam com pequenas elevações de substrato. Este biótopo encontra-se sobre a acção de diversos factores ambientais naturais, como os rápidos fluxos tidais, a constante erosão do substracto lodoso, que contem uma pequena granulometria, que fazem deste um habitat singular e selectivo
Influenciado pelas marés, a navegação no sapal exige alguns cuidados para que não se fique bloqueado na vazante. Nalguns locais, criam-se lagoas que ficam sem comunicação com  rio e o desembarque é algo que não aconselhamos...
Os restos de bivalves encontrados nas margens lembram os tempos em que o sapal era fértil em ostras.
É de facto um espectáculo pagaiar por entre as ilhotas onde as plantas halofítas abrigam a fauna, ver as ruínas dos moinhos de maré e as carcaças de barcos tradicionais que jazem semi afundadas.
Aconselhamos esta viagem mas atenção que o rio tem algumas armadilhas...

HISTÓRIA DO RIO COINA
Local com forte tradição ligada à indústria naval, foi nas margens do Coina que se construíram as embarcações da época da Expansão Portuguesa. As más condições de tempo no Inverno na Ribeira das Naus (Lisboa), local onde se iniciava a construção, obrigava a que a conclusão das mesmas fosse feita no estaleiro da Feitoria da Telha. Era também nas areias das margens do Coina que se enterravam as madeiras -a zona era muito arborizada na época-  destinadas à construção naval.
Associada à indústria naval, a olaria (Forno de Cerâmica da Mata da Machada 1450/1530) era outra das industrias locais só possível devido à abundância de matéria-prima (argila) e combustível (lenha).
Da produção destacam-se os utensílios de uso doméstico e peças de uso industrial, as Formas de Purga do Açúcar ou "Pão de Açúcar", a peça mais fabricada e destinada aos engenhos açucareiros.
Era também nesta olaria que se fabricava a "Forma de Biscoito", a qual servia para fabrico deste produto (alimento levado nas embarcações) nos fornos do Vale de Zebro.
É neste local que se instala (sécs. XV a XIX), gerido directamente pela Coroa, o Complexo Real de Zebro constituído por 27 fornos de cozer biscoito, armazéns de trigo, cais de embarque e um moinho de maré de 8 moendas - o Moinho D'el Rei - o maior da região.
Em conjunto com outro complexo situado em Lisboa (Fornos da Porta da Cruz), constituíam os dois complexos régios que tinham por objectivo assegurar o fabrico de todo o biscoito necessário aos empreendimentos marítimos da Expansão e dos Descobrimentos.
O Complexo de Vale de Zebro teve também um grande impacte no desenvolvimento da localidade de Palhais, atraindo um conjunto de funcionários da Coroa (Almoxarifes, Feitores, Escrivães, Mestres do Biscoito, Biscouteiros, etc).
Contudo, estas actividades careciam de elevado número de mão-de-obra pelo que a Coroa recorreu à importação de escravos, não só para os trabalhos no Complexo Real como também nas casas senhoriais.
Cerca dos anos de 1553, o número de escravos era tão elevado que existia uma "Confraria do Rosário dos Homens Pretos" na Igreja de Nª Sª da Graça.
O Terramoto de 1755 destruiu praticamente todo o Complexo tendo sido posteriormente reconstruído, sendo do período Pombalino a fachada principal e as galerias de fornos no interior. Em 1961 instalou-se no Complexo a Escola de Fuzileiros Navais a qual consagrou parte do edifício ao Museu do Fuzileiro.  

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