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Quem diria que aqui bem perto de Lisboa está a renascer um paraíso natural.

Desconhecido pela grande maioria, o rio Coina - desagua no estuário do Tejo num esteiro com cerca de 6 km - foi desde sempre conhecido por ser um local eleito por aves e peixes para reprodução e berçário.

Com a instalação de indústrias poluentes nas suas margens, este eco-sistema esteve ameaçado de extinção, contudo, o encerramento destas indústrias permitiu que muitas espécies que se julgavam desaparecidas para sempre voltassem a procurar o Sapal de Coina para se reproduzirem ou como pouso temporário para muitas aves migratórias como o flamingo, o alfaiate, o perna-longa, a garça e o pato-bravo, que aqui procuram alimento e abrigo. Destaque para os patos que encontrámos às centenas. O Sapal de Coina funciona também como uma “maternidade” e “creche” para diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes.

O Sapal é formado por uma diversidade de canais anastomosados, de grande hidrodinamismo de marés, que alternam com pequenas elevações de substrato. Este biótopo encontra-se sobre a acção de diversos factores ambientais naturais, como os rápidos fluxos tidais, a constante erosão do substracto lodoso, que contem uma pequena granulometria, que fazem deste um habitat singular e selectivo

Influenciado pelas marés, a navegação no sapal exige alguns cuidados para que não se fique bloqueado na vazante. Nalguns locais, criam-se lagoas que ficam sem comunicação com  rio e o desembarque é algo que não aconselhamos...

Os restos de bivalves encontrados nas margens lembram os tempos em que o sapal era fértil em ostras.

É de facto um espectáculo pagaiar por entre as ilhotas onde as plantas halofítas abrigam a fauna, ver as ruínas dos moinhos de maré e as carcaças de barcos tradicionais que jazem semi afundadas.

Aconselhamos esta viagem mas atenção que o rio tem algumas armadilhas...


Embarcação tradicional do estuário do Tejo utilizada pelos "Barreirenses", nome dado aos pescadores oriundos do Algarve, os quais exerciam a profissão na Barra do Porto de Lisboa.

CONHEÇA A HISTÓRIA DO RIO COINA