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Tróia foi uma estação lusitano-romana situada na península do mesmo nome, na extremidade da freguesia do Carvalhal, em Grândola, defronte da cidade de Setúbal. As cetárias, ou tanques de salga do pescado, estendiam-se ainda em 1858 numa extensão de 4 km, (C.Ribeiro).
Assim se conclui que outrora ali se ergueu um povoado industrial, com uma vultosa
 indústria de garum (O garum ou liquamen era um género de condimento muito utilizado na Antiguidade, especialmente na Roma Antiga. É feito de sangue,vísceras e de outras partes seleccionadas do atum ou da cavala misturadas com peixes pequenos, crustáceos e moluscos esmagados. Tudo isto era deixado em salmoura e ao sol durante cerca de dois meses ou então aquecido artificialmente) e conservas de peixe, cuja produção seria exportada para fora da península e, portanto, também um importante centro piscatório. Este centro romano ocupou a melhor zona da península e como o terreno não era insalubre, em contraste com Setúbal, os trabalhadores teriam sido recrutados entre as  povoações indígenas limítrofes, o que levou ao despovoamento da zona segundo a estratégia romana, referida por Estrabão. As pesquisas efectuadas mostram que este povoamento data do século II d.C., apresentando sinais de progresso e de desenvolvimento nos séculos seguintes. Vivendo de uma actividade industrial que tinha os seus mercados fora da península, a decadência do império e a queda da sua parte ocidental implicaram e explicam a decadência do povoado. A estação lusitano-romana de Tróia é importante no ponto de vista religioso, pois além de apresentar vestígios de culto pagão e do cristão, é um dos raros locais em Portugal onde se sabe que houve culto a Mitra, revelado num baixo-relevo.
CANOAGEM - A entrada na água é feita junto ao cais de desembarque e tomamos rumo à foz do Sado; ao longo do troço até à Caldeira de Tróia podemos observar a costa com uma praia espectacular interrompida pelas instalações da Marinha; começamos então a notar as ruínas de Tróia que afloram aqui e ali de dunas assim como se notam muitos vestígios submersos; entramos na Caldeira (convém ir na Preria-Mar) e navegamos ao longo das margens onde jazem antigas embarcações, em Agosto tem lugar uma romaria durante a qual as pessoas atravessam a vau e realizam uma missa campal seguida de merenda; nas margens podem-se observar várias espécies de aves; chegados à nova Marina a Serra da Arrábida apresenta-se em todo o seu esplendor e aproveitamos para desembarcar e tomar um café; continuamos e chegamos aos bancos de areia da foz onde um pouco mais ao largo se pode observar a colónia de Roazes-Corvineiros; o regresso oferece umas vagas para a “surfada” do  costume